Publicada no dia 06/06/2010
SOLENIDADES DO TEMPO COMUM
O tempo após a grande Solenidade de Pentecostes, chamado Tempo Comum, representado na cor verde da esperança, nos apresenta importantes solenidades para aprofundarmos ainda mais o mistério da nossa fé.
De certa forma, é uma retomada, uma memória do que todo o Tempo Pascal nos quis ensinar: Deus como comunidade de amor (Pai, Filho e Espírito Santo); a Eucaristia como o sacramento do amor e da unidade que nos alimenta na caminhada rumo ao Pai (Corpus Christi); o imenso e incondicional amor de Deus por cada um de nós (Solenidade do Sagrado Coração de Jesus).
Como sábia pedagoga, a Igreja nos ensina a penetrarmos mais profundamente nos mistérios de Deus e para isso utiliza do método tão caro a São Bento e a outros santos místicos: o de fazermos memória, de retomarmos o que é essencial, de não nos deixarmos cair no esquecimento.
À primeira vista, parece ser fácil utilizarmos esse método, mas num mundo em que se estimulam tanto as informações, as visualizações, as novidades, a rapidez e a superficialidade, isso não é nada simples...
É por isso que essas solenidades aparecem após Pentecostes. Precisamos dos dons do Espírito Santo para nos guiar, iluminar e conduzir. Somos chamados a viver como em espiral, sempre mais aprofundando os mistérios da vida do Senhor. Mistérios esses que nos são revelados à medida que sabemos “gastar” o nosso tempo com Deus; tempo esse sem tempo, sem pressa, sem intelectualização da Palavra de Deus, para poder sentir e saborear internamente o mistério. Tempo que é mais um estado: estado de vigilância, de quietude, de “amorosidade”.
Ele se deu todo a nós e nos dá tudo, para podermos cada vez mais nos darmos totalmente a Ele e sermos mais D’Ele.

Madre Martha Lúcia Ribeiro Teixeira,OSB