Publicada no dia 11/07/2008
SOLENIDADE DE SÃO BENTO
Assim como para todos os cristãos (e até para os não cristãos!), o mês de
junho nos faz recordar as celebrações das festas de Santo Antonio, São João Batista, São Pedro e São Paulo - as tradicionais festas juninas -, para nós, beneditinos e beneditinas, a celebração da festa de São Bento, no dia 11, marca o mês de julho.
Bento, “bendito pela graça e pelo nome, desde o tempo da infância tinha
um coração adulto” e, “desejando agradar só a Deus”, pôs-se à escuta do Senhor, que procurava o Seu operário; vencendo as excitações do espírito, nascidas no princípio, percorreu caminhos “duros e ásperos”, isto é, enveredou “pelo caminho estreito que conduz à vida”.
Vale ressaltar na vida de São Bento que, levando vida solitária em alguns lugares e purificando-se com a prova da tentação, conseguiu que o seu coração ficasse aberto só para Deus; movido unicamente por Seu amor, como pai, reuniu outros homens que com ele entraram “na escola do serviço do Senhor”. E assim, unindo a prática esclarecida “dos instrumentos das boas obras” ao sentimento do próprio dever, ele e os seus companheiros constituíram uma cidadezinha cristã, “onde finalmente, - como disse o Papa Paulo VI -, reinassem o amor, a obediência, a inocência, o ânimo desapegado das coisas do mundo e a arte de usar delas retamente, o primado do espírito, a paz – numa palavra, o Evangelho”.
São Bento tem ainda uma mensagem sempre atual - mesmo após 15 séculos! – para o homem de hoje. O lema que sintetiza a Regra por ele escrita : “Ora et Labora” (reza e trabalha), nos ensina esse equilíbrio que deve existir na vida de todos nós, entre as nossas atividades e o descanso verdadeiro, que é diálogo com Deus.
Saibamos aproveitar esse tempo presente para fazermos de nossa vida, de tudo que realizamos, pensamos e falamos, um sinal dessa presença de Deus no meio do mundo e para todos que nos cercam.

Madre Martha Lúcia Ribeiro Teixeira, osb