Em contexto fraterno de corações dilatados e de beleza natural realizou-se a nossa Festa de Nazaré!

Dezessete de dezembro amanheceu sereno e alegre. Deus nos presenteou com um belo dia de sol, brilhando desde cedo, semelhante a um cenário de luz, como são as festas de Natal. Em razão das freqüentes chuvas, próprias do mês de dezembro, o verde acentua-se por todos os lados. Os Manacás esbanjando, em degradê, suas cores branca, roxa e rosa, por meio de imponentes árvores. A mata em frente ao Mosteiro está totalmente pontilhada destas floradas. É uma mistura de cores leves, porém irradiantes de beleza. Também a natureza espera o Natal, com ansiedade, como as crianças esperando seu presente.
Vários corações amigos, movidos por solidariedade, enviaram sua parcela de doação. Em razão de uma esmerada providência, pudemos preparar uma boa Cesta de Natal para as famílias auxiliadas mensalmente pelo Mosteiro.. Foi neste contexto fraterno de corações dilatados e de beleza natural que se realizou a nossa Festa de Nazaré
Embora o horário combinado para as 15h, por volta de 13h, já ouvíamos o barulho de vozes de crianças. O céu assegurando tempo bom, muitos saíram de suas casas em direção à festa. O povo foi chegando. A música começou. Os refrigerantes, os sorvetes, o cachorro-quente, o algodão-doce foram servidos. Cada um garantia a própria parte.
Após este momento, foi feito um convite aos participantes a prepararem o coração para o nascimento de Jesus com um bom propósito, lembrando o “zelo bom” sugerido por São Bento em sua Santa Regra, acompanhado de um punhado de palhas depositado por aqueles que quisessem, no local onde ficaria o Menino Jesus. Assim aconteceu e houve a entrada dos personagens José e Maria, ao som de sininhos badalados por diversas crianças que formavam o cortejo. Jesus entrou nos braços de sua Mãe. Cantamos o “Parabéns a Você” ao aniversariante.
Com aspectos de saciedade tanto espiritual como físico, chegou o momento tão esperado. Aos poucos todos foram passando por dentro da sala previamente decorada por ilustrações de Papai Noel. Com rostos alegres, curiosos, em expectativa, cada criança abraçava o seu brinquedo, o saquinho de doces e depois recebia uma sacola contendo um livro próprio para a idade infantil. Os adultos ganhavam um panetone.
Por volta de 16h30, tudo estava concluído, restando alguns retardatários que sempre ficam à espreita de conseguir mais alguma coisa.
A comunidade foi se afastando, ficando somente a depositária das chaves encerrando as portas de mais um dia de alegria proporcionada aos que aqui vieram.
Na contagem, declararam as estatísticas: eram 13 os bebês, 93 os meninos, 78 as meninas, 69 os adultos. Somado a estes números aqueles que se fizeram presentes como voluntários, éramos em torno de 300 pessoas.
Hoje, um dia depois, é possível imaginar rostos se deliciando com as iguarias recebidas e os brinquedos: os carrinhos, aos meninos; as bonecas, às meninas; os bichinhos de pelúcia aos bebezinhos.
Certamente seus corações ficaram mais alegres e puderam oferecer uma morada mais feliz para o Deus Menino neste Natal de 2011.

Ir. Maria Elisa,OSB
18 de dezembro de 2011