1º Centenário da Abadia de Santa Maria - 1911 – 2011: gratidão e ação de graças em 100 anos de história

O ano de 2011 foi marcado por um grande acontecimento no mundo monástico e na Ordem de São Bento: o centenário da primeira Abadia beneditina feminina das Américas, a Abadia de Santa Maria, em São Paulo. Só não poderíamos imaginar como o Senhor de nossas vidas e da história havia planejado tal celebração.
Foi assim, nesse clima de fé, que tivemos em 1º de julho, a páscoa da então Abadessa de regime, Madre Maria Teresa Amoroso Lima, OSB, após 33 anos de abaciado; a eleição (em 6 de agosto) e a bênção abacial (em 9 de outubro) de uma nova abadessa, Madre Escolástica Ottoni de Mattos, OSB.
Após essa experiência de páscoa e ressurreição, morte e vida, três belíssimas celebrações marcaram as comemorações do Centenário de nossa Abadia-Mãe: no dia 19 de novembro, uma Celebração Eucarística abrindo o jubileu, presidida pelo Arcebispo da Arquidiocese de São Paulo, Exmo.e Revmo. Senhor Cardeal D. Odilo Pedro Scherer; no dia 24 (data da fundação), a celebração presidida por D. Abade Mathias Tolentino Braga,OSB, Abade do Mosteiro de São Bento em São Paulo, com a presença de monges e monjas dos Mosteiros da Congregação Beneditina do Brasil; e por fim, no dia 11 de dezembro, a grande celebração presidida pelo Abade Primaz da Ordem Beneditina, D.Notker Wolf,OSB, com a participação de representantes de todo o mundo monástico e religioso, assim como oblatos de nossos mosteiros, amigos e benfeitores.
Ressaltamos a presença de duas abadessas muito queridas para os nossos mosteiros, e de modo especial para a Abadia centenária: Madre Abadessa Andrea Savage,OSB, da Abadia de Stanbrook, Inglaterra, berço da vida monástica feminina no Brasil, e de Madre Abadessa María Cristina Moroni,OSB, da Abadia de Santa Escolástica, Argentina, 1ª fundação da Abadia de Santa Maria.

São 100 anos que já se passaram desde que Ana Abiah da Silva Prado retornou da Inglaterra, onde recebeu a formação monástica e o nome de
Ir. Gertrudes Cecília, na Abadia de Stanbrook.

São 100 anos, desde o dia 24/11/1911, dia da sua entrada na Abadia de Santa Maria, com suas companheiras, com o intuito de ali iniciar o Louvor Divino, num cantar e rezar contínuo de Salmos e Hinos.

São 100 anos desde que os sinos ressoaram pela primeira vez na Abadia de Santa Maria, anunciando que em terras brasileiras começara a vida monástica feminina que, até aquele ano, só contavam com abadias masculinas.

São 100 anos de um vaivém diário de almas rumo à igreja da Abadia de Santa Maria, a fim de rezar e celebrar a eucaristia e manter a presença de Deus ali cada dia.

São 100 anos de vida oculta aos olhos da sociedade, mas certamente vista com grande carinho por Deus que a criou desde a eternidade.

São 100 anos de incansáveis Ora et Labora, por aquelas que na Abadia de Santa Maria entraram, com a reta intenção de “nada antepor a Cristo” realidade sugerida por São Bento e que certamente de suas vidas jamais ficou de fora.

São 100 anos da Abadia de Santa Maria lembrados com alegria plena por todos que fazem parte da grande família beneditina, festa que foi comemorada com representantes de longe: o Abade Primaz; as Abadessas de Stanbrook e da Argentina; o Abade Presidente do Brasil e todos os Abades, Abadessas, Priores e Prioresas brasileiros para, juntos, numa só voz louvar a Deus que a desejou, a criou e em frente a levou.

Os 100 anos da Abadia de Santa Maria construíram uma história sagrada, como sagrado é o clima que se respira naquele chão onde a vida continua pulsando, levando em frente o louvor a Deus constante e onde repousam a presença de todas as que continuam fazendo parte da comunidade, porém já na eternidade.

Que Santa Maria, a padroeira daquela casa continue se fazendo presente no Louvor a Deus, por meio de suas filhas que tem ali a missão de manter acesa a primeira chama
da Vida Monástica em terras brasileiras.