APRESENTAÇÃO DA PEÇA TEATRAL THERESINHA
Jovem atriz interpreta Thérèse de Lisieux na igreja do Mosteiro


Um monólogo a partir dos textos de Thérèse de Lisieux. A jovem atriz Gabriela Cerqueira interpreta a jovem santa, num palco vazio. Palco que tem pano de fundo o Pantocrator, Cristo Ressuscitado, no santuário da igreja do Mosteiro Nossa Senhora da Paz.

A peça Theresinha, do diretor Helder Mariani, encenada na tarde de sábado , 2 de abril, comoveu a todos, pela arte, beleza, interpretação, além do texto e mensagem densa e profunda. Familiares, amigos e oblatos uniram-se à nossa comunidade para desfrutarmos juntos deste presente oferecido por nosso oblato e amigo, o artista sacro Cláudio Pastro. O encontro começou na área externa da igreja, onde o diretor ofereceu um chá de rosas e o programa da peça, explicando a motivação do roteiro.

“A peça faz uma radiografia do dilema do homem moderno no conflito entre a razão e a fé, sem privilegiar a dimensão puramente religiosa, mas também humana dessa jovem mulher – Theresinha – que no final do século XIX vivenciou as questões e contradições que marcaram o século XX e a pós-modernidade”, conta Helder Mariani. Ele acrescenta que a atriz uma jovem atriz só, num palco vazio, na contemporaneidade, ao mesmo tempo em que sua dualidade dialoga com o papel de uma jovem freira só, diante do vazio em 1897.

O monólogo busca a descoberta do que essas mulheres de diferentes épocas têm em comum, pois enquanto a freira escreve, a atriz representa, e dessa forma elas dialogam em diferentes tempos, para revelar os aspectos diversos e controvertidos da vida e da obra de Thérèse de Lisieux, canonizada em 1925.

Já a atriz Gabriela Cerqueira ressalta que há uma interação entre o público e ela própria durante a peça, motivada pela intercessão de Santa Teresinha. “Somos a vida nada mais. Ela vem com força e nos movimenta e nós só pudemos abrir espaço, jogar luz na sua cruz e reverberar aquilo que não se falou muito a respeito de sua santidade, ou melhor dizer, de sua vida curta, de sua personalidade intrigante, de sua humanidade”. E acrescenta: “Antes de mais nada prestamos uma homenagem”.

Homenagem também dirigida à querida Madre Doroteia Rondon Amarante e nossas fundadoras. Após a encenação, Cláudio Pastro fez memória do centenário de nascimento de nossa primeira abadessa, celebrado em 27 de fevereiro. Me.Doroteia teve sua páscoa em 7 de junho do ano passado, contudo sua presença é viva e marcante entre nós. Pastro ofereceu uma orquídea a cada uma de nossas fundadoras: Me.Regina, Ir.Mônica, Ir.Maria Beatriz e Ir.Maria, deixando exposta uma no santuário em homenagem à Madre Doroteia.

Nossa Madre Madre Martha Lúcia agradeceu a generosidade e amizade dos idealizadores deste projeto, convidando a todos para uma confraternização com a comunidade para celebrarmos o encontro.

Na porta da igreja, foi oferecida uma rosa a cada convidado, recordando a pequena grande santa de Lisieux e seu legado sobre o amor.

“Morrer de amor, eis minha esperança!
Quando verei romperem-se todos os meus vínculos,
Ó meu Deus há de ser a grande recompensa
E não quero possuir outros bens,
Abrasando-me toda em sua Amor,
A ele quero unir-me e vê-Lo:
Eis meu destino, eis meu céu:
Viver de amor!!!...”
(Viver de amor, fragmentos)